F-16 que se despenhou realizava ensaio após grande manutenção.


O aparelho F-16 que esta segunda-feira se despenhou próximo da Base Aérea de Monte Real realizava o primeiro voo de ensaio depois de ter sido submetido a uma grande operação de manutenção, disse o segundo-comandante da unidade.

Esta operação de manutenção - recondicionamento - visou a alteração da aeronave, dotando-a da actualização de mais sofisticados componentes, permitindo, nomeadamente, o voo nocturno. Era o oitavo aparelho a ser dotado da actualização de equipamento.

De acordo com o segundo-comandante da unidade de Monte Real (BA5), Tenente-Coronel Vítor Lopes, não são ainda conhecidas as razões para o despenhamento, mas é um dado adquirido que "a aeronave, na fase terminal do voo - já na aproximação à pista -, não pôde ser controlada", o que levou à ejecção do piloto.

O piloto, Tenente-Coronel João Pereira, caiu a uma grande distância do avião - fora do perímetro da base e não dentro, como inicialmente foi veiculado -, não tendo aparentemente sofrido qualquer problema físico, mas foi transportado para o Hospital da Força Aérea, em Lisboa, onde se encontra em exames habituais para ocorrências deste género.

Logo após o acidente foi visto pelos serviços médicos da unidade de Monte Real, que não terão encontrado quaisquer problemas.

João Pereira é considerado o mais experiente piloto de F-16 da Força Aérea Portuguesa, tendo efectuado já mais de 2.000 horas aos comandos daquele tipo de aparelho.

De acordo com o segundo-comandante da BA5, o piloto ter-se-á apercebido de anomalias no aparelho - "havendo testemunhas que afirmam que o avião apresentava um comportamento inadequado, nomeadamente um movimento oscilatório" - tendo conseguido, antes de se ejectar, colocado o avião com potência máxima e fazendo uma manobra que o levou a despenhar-se numa zona de pinhal, evitando a povoação mais próxima.

Quanto às causas do acidente, o Tenente-Coronel Vítor Lopes disse que ainda é cedo para qualquer conclusão, admitindo que poderão ter ocorrido problemas "no motor, no controlo de voo, no combustível", entre muitas outras razões.

Na BA5 está já a Comissão de Investigação de Acidentes da Força Aérea.

Hoje vai ser delineado um plano de acção para que, "na manhã de terça-feira se possa avançar para o terreno" e efectuar investigações que permitam concluir as causas do acidente.

De acordo com Vítor Lopes, o voo acidentado terá durado cerca de 45 minutos e, durante esse período, o piloto - que normalmente faz os voos de experiência às aeronaves depois de manutenções prolongadas - terá tido pequenos indícios de anomalias no avião, que foi reportando para terra.

Este foi o segundo acidente registado com aviões F-16 na Força Aérea Portuguesa. O primeiro ocorreu em 08 de Março de 2002 e provocou a morte do piloto.

Actualmente, a Força Aérea possui 26 F-16 operacionais, sete dos quais com actualização MLU (missão de Defesa Aérea e Ataque Convencional), estando mais dois em fase final de actualização, e que deverão ficar prontos em Fevereiro.


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