Denúncias contra adopções ilegais da IURD foram arquivadas pela Segurança Social


As primeiras suspeitas em torno de irregularidades nas adopções de crianças do lar da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), em Lisboa, surgiram em 2000 e foram reportadas à Segurança Social, mas o processo foi arquivado.
O jornal Correio da Manhã (CM) apurou que em 2000, o Instituto da Criança “denunciou corrupção” nos processos de adopção de crianças do lar da IURD, que se situava então na Avenida Gago Coutinho, em Lisboa.
A “primeira denúncia chegou ao Ministério da Segurança Social em 2000, então tutelado por Ferro Rodrigues, e o processo foi arquivado no ano seguinte, em Janeiro”, refere o jornal.
Citando um relatório “explosivo”, o diário nota que “as suspeitas de adopções ilegaisnão foram investigadas” porque a Segurança Social considerou que a IURD, não tendo intervenção no processo, não poderia ser suspeita.
A investigação da Segurança Social centrou-se, assim, em aspectos como as “condições desalubridade do espaço“, refere o CM.

Lar funcionou ilegalmente durante quase 10 anos

A TVI está a divulgar uma série de reportagens sobre uma alegada rede de adopçõesilegais, que terá sido posta em prática no lar da IURD pelo bispo responsável por esta religião, o brasileiro Edir Macedo.
Num debate sobre estas reportagens, na TVI24, a jornalista Judite França, que fez a investigação a par de Alexandra Borges, revelou que a Segurança Social assumiu, num email que lhes foi enviado, que “o lar é ilegal”, mas que não explicou “porque é que enviou para lá crianças”.
“Agora, depois de ser alertada diversas vezes, pediu uma fiscalização ao DIAP(Departamento de Investigação e Acção Penal) para saber em que moldes é que isto aconteceu”, sublinha Judite França. O Ministério Público está a investigar o caso desde a participação apresentada pela Segurança Social no início de Dezembro.
O Instituto da Segurança Social só reconheceu, oficialmente, o lar da IURD em 2004, altura em que assinou “um acordo de cooperação com a instituição”, conforme reporta a Sábado. Assim, o lar terá funcionado de forma ilegal durante quase 10 anos.
A IURD resolveu encerrar a instituição em 2011, alegadamente devido à crise financeira, por considerar excessivos os gastos que tinha que suportar com o espaço.
ZAP //


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